Histórico

Primeiro, o sonho. Depois, coragem e ousadia. É assim que nascem as realizações. Foi assim que a Escola Criar e Recrear começou a existir. O sonho de uma jovem, recém-formada em Psicologia, na Maceió de 1988, virou realidade. Delane Medeiros Valente apostou no que queria, venceu barreiras, inovou na maneira de educar e trouxe para todos nós a escola divertida, com o aprendiz sendo também protagonista. A Escola Criar e Recrear existe, acima de tudo, para ensinar o prazer que é aprender. Leia abaixo “capítulos” desta história e veja com quanto amor tudo aconteceu!

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Delane, no centro da foto. São João de 1990, na casa da sua sogra, onde nasceu a Escola Criar e Recrear.

Como tudo começou – Delane Medeiros Valente tinha 25 anos quando resolveu iniciar suas experiências no mundo da educação em Alagoas. Recém-casada e mãe de duas meninas, tinha acabado de se formar em Psicologia. Queria encontrar uma escola para matricular a filha mais velha, de dois anos, na época, em 1988.

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Lanche na escola ainda na garagem da sogra de Delane. Novembro de 1988.

Na garagem da sogra – Delane então resolveu abrir a própria escola. Queria colocar em prática tudo que viu na faculdade, experimentar o “Construtivismo”, as teorias que consideram a psicologia fundamental para o processo de aprendizagem. Ela queria combinar o aprendizado na sala de aula com as fases do avanço psicológico de cada criança. A psicóloga que mais tarde se especializou em Psicopedagogia e Administração Escolar formou sua primeira turma na garagem da casa da sogra, Dona Lúcia, nas imediações da Avenida Tomás Espíndola, no Farol. Panfletou na vizinhança, convidou os amigos e os familiares para matricular os filhos e o número de crianças foi crescendo. As salas eram sem divisórias, sem janelas, ao ar livre. As turmas foram se multiplicando. Delane, então funcionária da Procuradoria Geral do Estado, percebeu que ali estava a sua vida. Resolveu mergulhar de vez na área da educação. Em agosto de 2017, sua trajetória completa 29 anos!

Inspiração da infância – A paixão de Delane pela educação começou quando ela ainda era criança, aluna do Colégio Bom Conselho, em Bebedouro. De tanto amar a sala de aula, o ambiente escolar, queria ser interna. Mas as vagas do internato eram para as estudantes do interior. Praticante de Ginástica Rítmica no Colégio, ganhou destaque na modalidade esportiva que lhe rendeu algumas medalhas na seleção alagoana. Foram anos de experiência que ultrapassaram a fase ginasial. Era treinada por Josefa Alves, hoje, com pouco mais de 70 anos, ainda na ativa. Jôse, como é conhecida, é uma inspiração na vida de Delane e atualmente preside a Federação Alagoana de Ginástica Rítmica. Graças à Ginástica, Delane conseguiu ser semi-interna e por causa do esporte passava o dia inteiro no Colégio, um grande prazer para ela. Jôse é sua mestre até hoje.

Dedicatória-Marina-Ávila-1997

A logomarca, em uma de suas primeiras versões.

Experiências do exterior – Quando Delane viajava em férias com a família, para os Estados Unidos ou Europa, não tinha quem a fizesse mudar de ideia. Algum programa com as duas filhas e o marido iria faltar. Enquanto eles visitavam os “cartões postais”, ela tomava outro rumo: as escolas! E foi visitando as escolas do “primeiro mundo” que Delane observou muitas práticas que trouxe para a Escola Criar e Recrear. Um exemplo é a educação em tempo integral e também as expedições pedagógicas. Ela ficava encantada ao perceber a escola estrangeira esvaziada porque os alunos, por exemplo, haviam ido visitar o Japão para conhecer de perto a cultura oriental.

Chegada na Tomás Espíndola – Delane viu a escola crescer na garagem da sogra e precisou mudar de endereço. Era muito jovem e naquela época a decisão era arriscada. Iria deixar a segurança da casa dos sogros, onde não pagava aluguel, água, energia, para abrir o próprio negócio. Enfrentou a resistência da família, mas seguiu a intuição. Sentia que precisava crescer. Foi quando instalou a Escola Criar e Recrear no lugar onde ela funciona hoje, ao lado do Unicompra, na Avenida Tomás Espíndola. No novo endereço, a psicopedagoga iniciou outra série de experiências, sempre indo de encontro com o método tradicional de ensino, ainda praticado por grande parte das escolas particulares e pela rede pública de Maceió.