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Diante de tantos problemas sociais, de questões
políticas relevantes a serem discutidas, do grande desenvolvimento
dos meios de informação e de comunicação, das importantes
descobertas científicas , há que se repensar o papel
da educação. Não há mais lugar para um ensino pronto,
fechado em si mesmo, baseado na transmissão de informações,
onde o indivíduo que "aprende" é depositário temporário
ou mero reprodutor dos saberes. Atualmente, as pessoas
recebem um turbilhão de informações a todo momento,
às vezes de forma desconexa e deturpada, que lhes exige
uma maior capacidade de compreensão, criatividade e
classificação. Com este aumento rápido no campo do saber,
com as novas formas de organização de trabalho, aliados
aos desafios do dia a dia, criam-se novas necessidades
e exige-se um indivíduo com novo perfil. A educação
há, portanto, que se abrir a estas novas exigências;
há que se preocupar mais com a criatividade e a autonomia
das pessoas que elas "aprendam a aprender" para que
atuem no mundo com eficiência; basear-se no "para que
se ensina o que se ensina" e nos instrumentos culturais
que mais podem colaborar para que haja a aprendizagem,
é o papel da educação.
1.1 - O que é aprender
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Segundo
a concepção construtivista, aprender significa construir
conhecimento na interação com o meio e o objeto que
se quer conhecer. O indivíduo aprende quando elabora
uma apresentação pessoal (ou "reconstrói o objeto",
do ponto de vista social) do objeto (conteúdo) de conhecimento,
logo, mediante um processo original que ninguém pode
fazer em seu lugar. Essa representação é realizada em
uma mente ativa que reorganiza os conhecimentos que
já possui (conhecimentos prévios ou espontâneos) para
relaciona-los ao objeto que quer conhecer, atribuindo-lhe
assim, sentido. O grau deste significado vai depender
da qualidade e organização dos conhecimentos prévios,
bem como da forma lógica e real que o objeto de conhecimento
é apresentado. Dentro dessa perspectiva, o aprender
não é apenas a quantidade de informação que o indivíduo
possui, mas também o caminho percorrido na reconstrução
dessas informações: a série de habilidades que possui
e que lhe permite controlar os seus conhecimentos prévios
e o próprio processo pelo qual aprende.
1.2 - A atuação do professor
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O professor interage com o aluno e com o objeto de conhecimento,
servindo de mediador entre eles, construindo um contexto
que favoreça a atividade mental dos alunos. Ele deve
intervir para ativar os conhecimentos prévios do aluno
e para possibilitar que este oriente o seu processo
de ensino aprendizagem utilizando os instrumentos adequados;
deve apresentar ao aluno os objetivos de conhecimento
de forma lógica, coerente com a realidade, em termos
funcionais e em nível adequado a sua capacidade de abstração.
O centro de intervenção do professor, não é, portanto,
a matéria, o conteúdo, e sim o aluno. "Ele provoca desequilíbrios
no equilíbrio inicial dos esquemas de conhecimentos
dos alunos e, naturalmente, desempenhará um papel muito
importante no reequilíbrio posterior" (Mauri, Tereza,
1996). Ele deve contribuir não só para que o aluno aprenda
determinados, mas para que "aprenda a aprender", para
que "aprenda que pode aprender" e para que saiba porque
está aprendendo.
1.3 - O ensino
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Estabelecendo que a aprendizagem é uma construção pessoal
que o indivíduo realiza com a ajuda de outras pessoas,
o ensino é entendido como este conjunto de ajudas (ou
favorecimentos) aos alunos no seu processo de construção
do saber e na elaboração do próprio desenvolvimento.
1.4 - Os conteúdos de ensino
Dentro da concepção construtiva, os conteúdos escolares
são selecionados levando-se em conta não apenas o seu
caráter científico, mas também a sua importância na
sociedade concreta ou atendendo à função que desempenham
no desenvolvimento pessoal do aluno. Os professores,
plenamente conscientes daquilo que a atividade de construção
do conhecimento escolar de forma que garanta a apropriação
desses conteúdos pelos alunos que aprendem
Desenvolver
atividades pedagógicas e psico-pedagógicas:
- que promovam a boa escuta, análise e discussão dos
alunos a cerca dos assuntos que são apresentados, e
que permitam, ao longo do processo capacitar o aluno
a agir no mundo com eficiência;
- que fomentem a curiosidade e a auto-estima dos alunos;
- que permitam aos alunos acionarem os seus conhecimentos
em relação aos novos conteúdos de aprendizagem, bem
com a apresentarem e verificarem e verificarem as suas
hipóteses;
- que os conteúdos sejam colocados de tal modo que sejam
significativos e funcionais para os alunos;
- que os alunos possam construir os direitos e os deveres
que lhes permitam uma convivência grupal de respeito,
amizade e solidariedade;
- que promovam a atividade mental dos alunos necessária
a construção de novos conhecimentos;
- que ajudem aos alunos a adquirirem habilidades que
favoreçam o "aprender a aprender" e que lhes permitam
ser cada vez mais autônomos em suas aprendizagens;
- que permitam aos alunos participarem de projetos de
trabalho significativos, de abrangência na sociedade
e/ou que favoreçam o seu desenvolvimento intelectual;
- que favoreçam a boa produção de textos do alunos;
- que desenvolvam no alunos o gosto pela leitura;
- que permitam aos alunos desenvolverem estratégias
próprias e adequadas à resolução de problemas matemáticos
e de ordem cotidiana;
- que apareçam como um desafio acessível para os alunos,
isto é, que levem em conta suas competências atuais
e as façam avançar com a ajuda necessária.
2.1 - OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL
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Crianças de 0 a 4 anos
· O desenvolvimento da linguagem oral (expressar desejos
e necessidades, nomear objetos e colegas. Relatar pequenos
fatos, responder a perguntas e saudações);
· Manusear material portadores de textos, imitando atos
de leitura;
· Imitar atos de escrita em suas brincadeiras;
· Reconhecer a escrita de seu próprio nome;
· Ouvir histórias;
· recitar a seqüência numérica;
· utilizar expressões relacionadas à quantidade, posição
no espaço, cores;
· compor figuras com poucas partes;
· desenvolver os interesses e a participação nas atividades
relacionadas na escola.
Crianças de 4 a 5 anos
· Reconhecer e escrever seu nome; ·
Manifestar interesse pela leitura;
· Identificar os gêneros de textos que são mais usados
em sala;
· Compreender e dar opiniões a respeito das leituras
e discussões em sala de aula;
· Compreender a função da escrita e da leitura;
· Produzir textos orais;
· Reproduzir e recontar textos narrativos: trava-língua,
parlenda, adivinhas, poemas, notícias, histórias, contos
de fada, etc;
· Produzir textos escritos, ainda que não de forma convencional;
· Produzir estratégia de identificação e de antecipação
de significados nos atos de leitura;
· Formular hipóteses e buscar informações através da
pesquisa;
· Estabelecer relações de cooperação participação e
respeito no grupo a que pertence;
· Pedir esclarecimentos e responder a perguntas sobre
assuntos tratados ou atividades propostas;
· expor e justificar idéias em relação a temas conhecidos;
· identificar as letras do nosso alfabeto e usá-las
fazendo correspondências sonora;
· desenvolver estratégias próprias para resolver problemas
(cotidiano e matemáticos);
· identificar os numerais (de 0 a 10) e relacioná-las
às quantidades correspondentes.
Crianças de 06 anos:
- Ler e interpretar textos escritos;
- Escrever textos alfabeticamente, embora não ortograficamente
corretos;
- Relacionar uma letra as suas representações em diferentes
tipos de alfabeto;
- Transcrever de forma adequada, atividades de um plano
para outro.
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CENTRO
DE CULTURA E CONHECIMENTOS
DA CRIANÇA
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2.2 ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL
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Os Parâmetros Curriculares Nacionais indicam como objetivos
do ensino fundamental que os alunos sejam capazes de:
· compreender a cidadania como participação social e
política, assim como exercício de direitos e deveres
políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia,
atitudes de solidariedade, cooperação repúdio à injustiças,
respeitando o outro e exigindo para si mesmo respeito;
· posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva
nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo
como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas;
· conhecer características fundamentais do Brasil nas
dimensões sociais, materiais e culturais como meio para
construir progressivamente a noção de identidade nacional
e pessoal e o sentimento de pertinência ao País;
· conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural
brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros
povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminações
baseada em diferenças culturais, de classe social, de
crenças, de sexo, de etnia ou outras características
individuais e sociais;
· perceber-se integrante, dependente e agente transformador
do ambiente, identificando seus elementos e as interações
entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria
do meio ambiente;
· desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e
o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva,
física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação
pessoal e de inserção social, para agir com perseverança
na busca de conhecimento e no exercício da cidadania;
· conhecer e cuidar do próprio corpo, valorizando e
adotando hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos
da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em
relação ã sua saúde e à saúde coletiva;
· utilizar as diferentes linguagens - verbal, matemática
gráfica, plástica e corporal - como meio para produzir,
expressar e comunicar suas idéias, interpretar e usufruir
das produções culturais, em contextos públicos e privados,
atendendo, a diferentes intenções e situações de comunicação;
· saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos
tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos;
· questionar a realidade formulando-se problemas e tratando
de resolve-los, utilizando para isso o pensamento lógico,
a criatividade, a intuição, a capacidade de análise
crítica, selecionando procedimentos e verificando sua
adequação. |
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